Operação da PM escancara drama das grávidas do crack em SP
Folha.com 12/01/2012
A operação da Polícia Militar iniciada em 3 de janeiro na região da cracolândia (centro de São Paulo) expôs o drama de dezenas de mulheres que consomem a droga com seus filhos na barriga. Segundo a PM e a prefeitura, são pelo 20 que perambulam pela região.
A informação é da reportagem de Cláudia Colucci e Rogéio Pagnan publicada na edição desta quinta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
A operação da Polícia Militar iniciada em 3 de janeiro na região da cracolândia (centro de São Paulo) expôs o drama de dezenas de mulheres que consomem a droga com seus filhos na barriga. Segundo a PM e a prefeitura, são pelo 20 que perambulam pela região.
A informação é da reportagem de Cláudia Colucci e Rogéio Pagnan publicada na edição desta quinta-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
O impacto do crack na gestação tem sido
objeto de vários estudos, mas ainda há controvérsia sobre os efeitos a longo
prazo na criança. A questão é: como separar as sequelas da droga de outros
fatores também presentes na vida da gestante dependente, como alcoolismo,
tabagismo e desnutrição?
De acordo com o texto, os bebês dessas
mulheres tendem a nascer prematuros e com atraso de desenvolvimento. Também têm
mais chances de apresentar sequelas neurológicas, retardo mental, deficit de
aprendizagem e hiperatividade.
Estudo da Unifesp (Universidade Federal
de São Paulo) com dez grávidas que vivem na cracolândia, obtido com
exclusividade pela Folha, mostra que apenas duas estão fazendo o pré-natal.
Seis grávidas fumavam até dez pedras por dia. As demais chegavam a consumir 20
pedras.
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